Nesta parte final do ano resolvi dedicar-me exclusivamente ao Rio Douro. Foram algumas as noites passadas por lá, poucos arranques, 4 para ser mais exacto, sendo que, desde quicklinks abertos, estralhos partidos e carpas perdidas praticamente aos pés, aconteceu de tudo um pouco. É do senso comum que quando se investe numa massa de água deste género a probabilidade de ter múltiplos arranques é diminuta pelo que, aprendi que não se deve facilitar no material e verificar tudo ao pormenor (aprendizagem feita com os próprios erros). Eis que no passado dia 27 arranquei com o intuito de passar mais uma noite no pesqueiro habitual.
Chegado ao local, primeira coisa a fazer engodar um pouco.
Montar o material canas iscadas uma com snowman e a outra com uma pop-up, tudo com um pequeno pva. Canas lançadas só me restava uma coisa que era aguardar. Com muito muito frio a fazer-se sentir e um forte nevoeiro eram 6 da manhã quando ouço ainda meio a dormir um Bip, Bip, seguido de um interminável Biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip. Calçar as botas meio a dormir e chegar à cana com os olhos a abrir, ferrar a carpa, ser contemplado com uma bela luta e finalmente depois de meses de trabalho conseguir levá-la ao tapete.


